Natal em Nazaré

“Bate o sino pequenino. Sino de Belém Já nasceu Deus menino. Para o nosso bem”

Apesar de não ser cristã, o Natal é um dos meus feriados favoritos e não poderia passar em branco. Por isso, por que não passar o dia de Natal na cidade em que o símbolo do feriado cresceu? 26176232_1779319965434210_2133375792_n

Na verdade, minhas amigas e eu fomos até lá pensando que ele havia nascido em Nazaré, uma vez que ele é “Jesus de Nazaré”, mas nasceu em Belém. Nosso amigo Google nos contou a verdade, enquanto um israelense que sentou com a gente no trem não fazia ideia do que estava acontecendo. Ele queria estudar, mas acho que nossa empolgação não deixou. Confesso que ficamos frustradas com essa descoberta, eu devia ter lembrado da música antes.

Após um trem de Tel Aviv para Haifa e um ônibus de Haifa para Nazaré, chegamos ao nosso destino. Pensamos que a cidade estaria lotada, mas acho que as pessoas foram para Belém.

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A população de Nazaré é composta majoritariamente por árabes, sendo eles cerca de 70% muçulmanos e 30% cristãos. Até mesmo os salgadinhos que sempre vemos com o nome em hebraico estavam em árabe.

Fomos até a Igreja da Anunciação, onde ocorreu, bem, a Anunciação. Uma das coisas que mais me chamou atenção foram as versões de Maria. Cada país enviou uma arte com a representação de Maria, e cada uma é diferente da outra. Essa Igreja é bem moderna na verdade, diferente das vistas em Minas Gerais, por exemplo, uma vez que foi construída em 1969.

É claro que também fomos atrás da árvore de Natal da cidade, que era bem grande por sinal, e ao fundo tocavam músicas natalinas (em inglês). 26197449_1779319952100878_1420913232_n

Depois de comer comidas tipicamente árabes e ter certeza que eu não nasci para comer tabule e que berinjela com tehina é a melhor coisa do mundo, nosso amigo A.M nos levou até o Monte do Precipício, local de onde Jesus pulou quando estava sendo perseguido. É uma senhora queda. A vista é incrível, e o horário que fomos deixou tudo ainda mais especial.

Finalmente voltamos para casa cheias de espírito natalino, mas não sem antes decorar biscoitos de Natal na casa de outra amiga. Missão cumprida. Ano que vem: Belém.

Lá e de volta outra vez

Mas olha só quem voltou!

Depois de um tempo ausente, voltei com uma saga para contar, mas vou procurar resumir o máximo possível, prometo.

O projeto Aliyah 2017 começou mais ou menos assim: Eu estava em Israel, gostei do lugar e resolvi me mudar. Para isso, dei início a um longo e cansativo processo, que no fim das contas deu certo.

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Não vou me alongar sobre a documentação necessária e todo o processo. Mas deixo aqui alguns links úteis caso você, querido leitor, deseje fazer essa pequena loucura, que é mudar de país.

O site da Agência Judaica tem muitas informações úteis, e é por meio dela que você chega aqui.

A Global Center é EXTREMAMENTE útil e eficaz para ajudar no processo. Eles têm atendimento em português também. Aconselho primeiramente entrar em contato com eles, assim você vai saber passo a passo do que precisa ser feito.

Por fim, a ONG Keren Leyedidut foi também muito prestativa e me ajudou muito para chegar aqui. Dependendo da forma como você decidir começar a vida aqui, eles ajudam com vários benefícios, vale a pena entrar em contato com eles também.

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O que importa é que eu cheguei!

Depois de muitas despedidas, muito choro e um longo voo.

 

Meu grupo foi recebido por voluntárias super animadas da ONG que cantaram várias músicas e até levaram o carrinho com as malas. Eram 5 da tarde com cara de 11 da noite.

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Antes disso, é claro, passamos horas no Ministério da absorção, ainda no aeroporto, para pegar a nova documentação. Nunca tive um documento com uma foto tão feia como a minha Teudat Oleh (o moço que tirou a foto falou que estava linda, aham). Pelo menos a da Teudat Zehut eu tirei no Brasil e levei.

Enfim, no táxi para meu destino final, o taxista queria falar comigo, mas ele não falava quase nada de inglês e meu hebraico é bem mais ou menos. Até que a gente se entendeu, e ele queria me convencer a ir para o exército. Moço, eu nem falo a sua língua direito, vamos com calma.

E esse é o ponto mais importante da história toda. Se você pretende fazer de Israel seu lar, aprenda hebraico. É um verdadeiro perrengue não entender o que as pessoas falam. Se decidir vir, estude o máximo que der ainda no Brasil. Assim que eu conseguir um emprego, já pretendo ir direto para o Ulpan (ainda a ser decidido) porque olha, não é fácil não.

A palavra “fácil” na verdade, já pode ser abolida do meu vocabulário. Porque qualquer coisa que você precisa fazer por aqui demanda paciência. Os primeiros dias você dedica a fazer toda a burocracia primária: Abrir conta no banco, ir no Ministério da absorção, terminar o processo do plano de saúde, e por aí vai.

Ah, claro que também encontrei os amigos daqui né ❤

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Em breve volto com mais informações sobre essa saga e, é claro, as coisas legais que acontecem por aqui.

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