2 Anos

Há 2 anos eu vim parar em Israel pela primeira vez. Tudo começou com o Taglit, um programa que reúne grupos de judeus para uma viagem de 10 dias por Israel para que as pessoas tenham um primeiro contato com o país. Os grupos partem de diversos locais do mundo, e viajam de norte a sul do país por 10 dias, descobrindo mais sobre a cultura local, religião, idioma.

Não vou me alongar no processo para participar da viagem, mas você pode encontrar informações aqui.

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Durante essa viagem, eu conheci pessoas maravilhosas no meu grupo, e algumas são minhas amigas até hoje. Comer um hummus de verdade, andar de camelo, ver o Kotel pela primeira vez e entrar no mar morto (em pleno inverno) com pessoas que você nunca viu na vida é uma experiência inesquecível. Posso dizer também que dei muita sorte, uma vez que nosso grupo foi muito especial.

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Tenho muito a agradecer também aos meus madrichim A.L e A.H por terem sido incríveis em todos os momentos.

Acho que mesmo que você não tenha muito contato com a comunidade judaica ou com a religião, vale a pena participar dessa experiência uma vez na vida. No fim das contas, esse foi o começo para eu decidir me mudar para cá!

 

Natal em Nazaré

“Bate o sino pequenino. Sino de Belém Já nasceu Deus menino. Para o nosso bem”

Apesar de não ser cristã, o Natal é um dos meus feriados favoritos e não poderia passar em branco. Por isso, por que não passar o dia de Natal na cidade em que o símbolo do feriado cresceu? 26176232_1779319965434210_2133375792_n

Na verdade, minhas amigas e eu fomos até lá pensando que ele havia nascido em Nazaré, uma vez que ele é “Jesus de Nazaré”, mas nasceu em Belém. Nosso amigo Google nos contou a verdade, enquanto um israelense que sentou com a gente no trem não fazia ideia do que estava acontecendo. Ele queria estudar, mas acho que nossa empolgação não deixou. Confesso que ficamos frustradas com essa descoberta, eu devia ter lembrado da música antes.

Após um trem de Tel Aviv para Haifa e um ônibus de Haifa para Nazaré, chegamos ao nosso destino. Pensamos que a cidade estaria lotada, mas acho que as pessoas foram para Belém.

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A população de Nazaré é composta majoritariamente por árabes, sendo eles cerca de 70% muçulmanos e 30% cristãos. Até mesmo os salgadinhos que sempre vemos com o nome em hebraico estavam em árabe.

Fomos até a Igreja da Anunciação, onde ocorreu, bem, a Anunciação. Uma das coisas que mais me chamou atenção foram as versões de Maria. Cada país enviou uma arte com a representação de Maria, e cada uma é diferente da outra. Essa Igreja é bem moderna na verdade, diferente das vistas em Minas Gerais, por exemplo, uma vez que foi construída em 1969.

É claro que também fomos atrás da árvore de Natal da cidade, que era bem grande por sinal, e ao fundo tocavam músicas natalinas (em inglês). 26197449_1779319952100878_1420913232_n

Depois de comer comidas tipicamente árabes e ter certeza que eu não nasci para comer tabule e que berinjela com tehina é a melhor coisa do mundo, nosso amigo A.M nos levou até o Monte do Precipício, local de onde Jesus pulou quando estava sendo perseguido. É uma senhora queda. A vista é incrível, e o horário que fomos deixou tudo ainda mais especial.

Finalmente voltamos para casa cheias de espírito natalino, mas não sem antes decorar biscoitos de Natal na casa de outra amiga. Missão cumprida. Ano que vem: Belém.

Lá e de volta outra vez

Mas olha só quem voltou!

Depois de um tempo ausente, voltei com uma saga para contar, mas vou procurar resumir o máximo possível, prometo.

O projeto Aliyah 2017 começou mais ou menos assim: Eu estava em Israel, gostei do lugar e resolvi me mudar. Para isso, dei início a um longo e cansativo processo, que no fim das contas deu certo.

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Não vou me alongar sobre a documentação necessária e todo o processo. Mas deixo aqui alguns links úteis caso você, querido leitor, deseje fazer essa pequena loucura, que é mudar de país.

O site da Agência Judaica tem muitas informações úteis, e é por meio dela que você chega aqui.

A Global Center é EXTREMAMENTE útil e eficaz para ajudar no processo. Eles têm atendimento em português também. Aconselho primeiramente entrar em contato com eles, assim você vai saber passo a passo do que precisa ser feito.

Por fim, a ONG Keren Leyedidut foi também muito prestativa e me ajudou muito para chegar aqui. Dependendo da forma como você decidir começar a vida aqui, eles ajudam com vários benefícios, vale a pena entrar em contato com eles também.

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O que importa é que eu cheguei!

Depois de muitas despedidas, muito choro e um longo voo.

 

Meu grupo foi recebido por voluntárias super animadas da ONG que cantaram várias músicas e até levaram o carrinho com as malas. Eram 5 da tarde com cara de 11 da noite.

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Antes disso, é claro, passamos horas no Ministério da absorção, ainda no aeroporto, para pegar a nova documentação. Nunca tive um documento com uma foto tão feia como a minha Teudat Oleh (o moço que tirou a foto falou que estava linda, aham). Pelo menos a da Teudat Zehut eu tirei no Brasil e levei.

Enfim, no táxi para meu destino final, o taxista queria falar comigo, mas ele não falava quase nada de inglês e meu hebraico é bem mais ou menos. Até que a gente se entendeu, e ele queria me convencer a ir para o exército. Moço, eu nem falo a sua língua direito, vamos com calma.

E esse é o ponto mais importante da história toda. Se você pretende fazer de Israel seu lar, aprenda hebraico. É um verdadeiro perrengue não entender o que as pessoas falam. Se decidir vir, estude o máximo que der ainda no Brasil. Assim que eu conseguir um emprego, já pretendo ir direto para o Ulpan (ainda a ser decidido) porque olha, não é fácil não.

A palavra “fácil” na verdade, já pode ser abolida do meu vocabulário. Porque qualquer coisa que você precisa fazer por aqui demanda paciência. Os primeiros dias você dedica a fazer toda a burocracia primária: Abrir conta no banco, ir no Ministério da absorção, terminar o processo do plano de saúde, e por aí vai.

Ah, claro que também encontrei os amigos daqui né ❤

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Em breve volto com mais informações sobre essa saga e, é claro, as coisas legais que acontecem por aqui.

Caso queira acompanhar as aventuras diárias, é só me seguir no Instagram!

 

 

Paradinha na Turquia

Lembram da publicação de Stuttgart? Então, na volta para casa daquela viagem incrível, eu tive uma escala de 22 horas na Turquia.

Como o aeroporto era pequeno, decidi que iria para Istambul passar a noite em um hostel. Peguei minha malinha e fui atrás de um taxi. O taxista não falava um “a” de inglês, então fomos na base de gestos, e apontar os dedos para as coisas. Ele me ensinou como se falava “horas” mas eu já esqueci.

Me senti em “Velozes e Furiosos”. O senhor cortava todo mundo, ia pelo acostamento (polícia? o que é isso?) e lá fomos nós para Istambul na pior hora do dia. No fim, acabei pagando 230 liras turcas (cerca de 200 reais) e ele ainda precisou ligar para o hostel para pedir ajuda (isso porque eu dei uma pressionada quando reparei que ele estava me enrolando).IMG_20170418_192325_HHT

Cheguei no hostel e já era noite. Fui super bem recebida e o lugar era bem aconchegante, recomendo Cheers Lighthouse. Com a mala já no quarto (que custou 9 euros), baixei o mapa off-line da região e fui atrás dos pontos turísticos que ficavam bem perto.

Entre os locais que visitei estão a Hagia Sophia e a Mesquita Azul. Como era noite, tudo estava iluminado, mas imagino que pela manhã seja ainda mais majestoso. Pretendo voltar só para descobrir mais da cidade, cheia de ruazinhas estreitas e cheias de gente.

Bateu aquela fome e precisei achar algum lugar para comer. Opções não faltavam. A cada restaurante que eu passava na frente, havia alguém na porta me oferecendo um cardápio e puxando conversa, tudo em inglês! Achei incrível.IMG_20170418_201556_HHT

Vi uma loja super fofa com vários doces, mas eu precisava de algo salgado. O gerente da loja de doces me recomendou o restaurante ao lado. Prometi que voltaria para a sobremesa e lá fui eu.

Pedi um peixe inteiro com legumes. Até cabeça o bichinho tinha. O lugar era bem aconchegante mas não muito jovem. Se eu não tivesse comido tanto, uma comidinha de rua poderia cair bem.

Na loja de doces, pedi um “combinado” com um docinho de cada. Eles têm um sorvete estranho que não derrete e é maravilhoso. O gerente que havia conversado comigo antes falou para tomarmos um chá depois que ele jantasse. Acabei voltando para o hostel antes disso, já estava meio tarde e… bem, sou uma menina viajando sozinha. É libertador, mas não deixa de ser um pouquinho perigoso.

Reservei um espaço em um shuttle para voltar ao aeroporto na manhã seguinte (só 60 liras turcas) às 5 da manhã. Voltei para o quarto e uma pessoa estava lá, um argentino cujo maior objetivo na viagem era comprar alguma coisa para a bateria (instrumento) dele.IMG_20170418_205227

Batemos um papo e precisei ir dormir, coisa que não fiz muito bem já que fiquei com a cama de cima e eu morro de medo. Dia seguinte, hora de ir.

Depois de passar para pegar mais umas 8 pessoas, o shuttle chegou no aeroporto que estava LO-TA-DO. Eu juro que passeio por, pelo menos, 3 revistas de mala. Eu nem consegui comer o que queria no café da manhã, eu pedi uma coisa e a moça de deu outra, como sempre. Mas como tudo fica bem quando acaba bem, embarquei e voltei para minha casinha em Israel com muita história para contar.

 

 

 

 

Como (não) se relacionar em Israel

Há alguns meses eu fiz um post no Buzzfeed, onde brinquei com alguns fatos engraçados que acontecem quando você sai com pessoas em Israel. Resolvi traduzí-lo para o português e colocar aqui no blog também!

Clique aqui para a versão original, ou continue lendo para se surpreender com minhas descobertas sobre o mundo dos romances na badalada cidade de Tel Aviv.

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Enquanto ando tranquila pelas ruas de Tel Aviv, me deparo com centenas de casais felizes, andando de mãos dadas, tão amáveis quanto Marshall e Lilly. Vou seguindo meu caminho – provavelmente procurando algo para comer – e me pergunto: como?

Existem dois tipos de pessoa: as que são bem sucedidas na empreitada de flertar em um bar, e as que não são muito boas nisso ou que talvez precisem de uma dose (ou mais) de coragem. Eu faço parte do segundo grupo.

Dito isso, recorri à forma mais fácil de encontrar pessoas: Tinder. Sim, as pessoas vão julgar você pela sua aparência, mas a mesma coisa aconteceria em um bar, não se engane.

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“Mas o Tinder não é para relacionamentos sérios”. E eu sei disso! Mas os pretendentes (Israelenses ou não) fazem questão de me lembrar desse fato sempre que possível. A impressão que fiquei é que muitas pessoas morrem de medo de compromisso. Mesmo assim, os queridos bem que podiam parar de falar que não querem minha companhia por mais do que alguns encontros.

 

Cada experiência é única, mas existem padrões que se repetem. Não vou compartilhar minhas experiências individualmente, mas posso dar uma ideia a você, caro(a) leitor(a), algumas situações que você pode presenciar.

1- Não crie expectativas, deixa rolar. No primeiro encontro, ele pode levar você a um restaurante caríssimo ou sugerir que vocês tomem um vinho na casa dele (que ele divide com amigos. O aluguel é alto minha gente). Mas não importa o lugar, ele vai fazer você se sentir uma princesa. E é aí que mora o perigo.

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2- Conhecer os pais dele não é nada de mais. Eu conversei com algumas pessoas e parece que isso é bem comum por aqui. Sem pânico!

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3- Mesmo que vocês não estejam em um relacionamento sério, ele vai dar um jeito de terminar com você. O ghosting não chegou em Israel ainda, e espero que não chegue tão cedo.

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4- Vá com calma no Tinder. Eu sei que ele vicia (em Israel mais ainda). Se você iniciar uma conversa e achar que tem potencial, procure sair na mesma semana ou vai ser bem difícil depois. Se vocês ainda conversarem depois de uma semana, meus parabéns! Mas lembre-se: sem expectativas!

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5- Já aconteceu comigo e com as minhas amigas. Ele pode até falar que não quer um relacionamento e, uma semana depois do fora majestoso que você levou, ele muda o status do Facebook para “em um relacionamento sério”. É quase “500 dias com ela” na vida real.

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6- Diferenças culturais: Dependendo do seu país de origem, as diferenças podem ser gigantescas. Aparentemente, brasileiros e israelenses têm muito em comum, mas cuidado: não demonstre afeto ou preocupação. O cidadão pode pensar que você está caidinha por ele caso você pergunte se ele está bem da gripe (que você passou).

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7- Não-israelense agem como isaelenses muitas vezes. As histórias são bem parecidas. Acho que eu deveria estar falando sobre homens em geral. O que acontece quando você sai com pessoas de outros países, é que a situação de vocês pode ser a mesma e, em breve, os dois vão voltar para sua terra natal. Nesse caso, para que se apegar?

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8- Israelenses são tão sociáveis que podem chegar em você para puxar um papo quando tudo o que você quer é chegar em casa. Apesar de parecer estranho, pode ser uma experiência divertida (e é bem melhor do que ouvir “gatinha” quando você passa na frente de uma construção no Brasil). Eles vão fazer você rir e tentar conseguir o seu número. Não custa nada, e vai que dá namoro?

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9- Israel é um país pequeno e Tel Aviv é bem pequena. Esperamos nunca ter um término traumático, estranho ou escandaloso. Vai que você encontra ele e a namorada nova andando pela Alenby?

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Espero que essas dicas ajudem você no futuro. Boa diversão e boa sorte!

Ps: Esse artigo não foi criado com o intuito de difamar ninguém. Eu amo meus israelenses queridos!

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Semana do Orgulho (Pride Week)

Entre os dias 4 e 10 de junho aconteceu a Pride Week em Tel Aviv. Durante esses dias, a cidade abraçou as cores do arco-íris. Bandeiras foram espalhadas pela prefeitura e, o comércio, não ficou de fora. Restaurantes, cafés, lojas e até shoppings deixaram sua homenagem a essa semana tão importante. 26_17_49_28

No dia 9 pela manhã, ocorreu a Parada do Orgulho LGBT, que saiu do Gan Me’ir e percorreu as ruas da cidade em direção à praia. Meus amigos e eu chegamos um pouco depois do início, mas logo alcançamos a multidão. Infelizmente, no caminho vimos pessoas protestando contra algo tão simples quanto o amor.

Estava muito quente, e eu amava cada pessoa que jogava água em mim. Em um clima quase de carnaval, vimos pessoas segurando grandes bandeiras, outras dançando em cima da grade de recicláveis, outras fazendo a festa na sacada dos apartamentos (e jogando água nas pessoas). Muitos também usaram a oportunidade para reivindicar seus direitos.

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Quando chegamos na avenida da praia, encontramos carros de som com pessoas dançando extremamente animadas, apesar do calor. Nesse ponto, eu já não me aguentava mais de pé. Sendo assim, resolvemos dar um pulinho no mar, por que não?

Essa foi a segunda parada gay que participei, a primeira foi no Canadá e foi bem diferente. Infelizmente ainda não fui em nenhuma em São Paulo. Não tive coragem de enfrentar as milhões de pessoas que vão (contra cerca de 200 mil que compareceram em Tel Aviv).

Gostaria de destacar as senhorinhas que assistiam a tudo e se divertiam na sombrinha dos hotéis e dizer que ano que vem estamos de volta!

 

Comer bem, que mal tem?

Apesar da população do geral não estar aparentemente acima do peso, as comidas oferecidas são deveras gordurosas (pelo menos as baratas). Ao mesmo tempo, dizem que Tel Aviv tem as melhores opções vegetarianas do mundo, que estão em todas as esquinas da cidade.20160902_145236

Nesses meses posso dizer que eu comi muito bem quando fui a restaurantes e bares. O problemas de fazer isso é que os preços são bem salgados.

Quando o orçamento é baixo, você acaba recorrendo às comidas típicas e baratas que são: Falafel, hummus, sabich, shakshuka, shawarma e outras. Claro que em cada lugar o preço varia, e você encontra versões baratas e caras dessas iguarias.

Todos os israelenses podem falar que vão levar você para comer o melhor hummus do mundo. Com certeza muitos concordam com a minha escolha quando eu digo que o melhor fica em Yafo. Seu nome? Abu Hassan. Se estiver passando por Yafo, vá conferir, ou mude sua rota de passeios para chegar lá porque vale a pena.IMG_20170406_134947

Se você puder desembolsar um pouco mais, as opções são diversas (e muito boas). Entre os meus favoritos estão o Benedict (com um conceito de café da manhã 24h); Max Brenner (o forte são os chocolates, mas o menu executivo do almoço é muito bom); Rustico (pizza incrível, a de abobrinha com um ovo de gema mole no meio é sensacional); Okinawa (apesar de estranho, me provaram que abacate no sushi não é tão ruim quanto parece). Eu poderia continuar essa lista para sempre mas deixo vocês descobrirem seus lugares favoritos sozinhos. Explorar é a melhor parte da viagem.

Antes que eu me esqueça, preciso falar sobre o restaurante cujo nome é “O Restaurante” (המסעדה). Os pratos são bem servidos e deliciosos mas, o melhor, é o preço. Os pratos principais custam apenas 30 shkalim, as entradas custam 15, e as sobremesas também. Ele é o melhor restaurante para ir quando você quer comer bem sem gastar muito.

Tel Aviv – Yafo conta com uma vasta variedade de restaurantes para todos os gostos e bolsos e a melhor parte da aventura é encontrar um restaurante para ser o seu lugar especial, que você quer apresentar para todo mundo.

 

Fazendo compras

Sair para comer em Tel Aviv é bem caro (assim como em qualquer lugar) então cozinhar em casa é a solução mais barata que você encontra.

Existem várias franquias de supermercados por aqui, alguns mais parecidos com o “Pão de Açúcar”, o Tiv Taam (טיב טעם) , outros mais com uma cara de “Walmart” (e o preferido da casa), o Rami Levi (רמי לוי). Também tem o Super Cofix, onde tudo custa 5 (sim, 5) shkalim, mas nem sempre vale a pena comprar lá, algumas coisas podem sair mais caro do que em outros lugares. Tudo depende da sua disponibilidade de ir a mercados maiores e pesquisar preços. 20160919_133330

Se você tiver preguiça, provavelmente vai acabar fazendo as compras da semana no AMPM e gastando um pouco mais. Uma vez eu estava com preguiça e comprei uma salada pronta lá por 30 shkalim. Não valeu.

Os produtos encontrados são dos mais variados. Frutas e verduras são relativamente baratas. Os congelados pesam um pouco mais no bolso. Queijos são caros, e no começo foi difícil para a gente diferenciar o pote do queijo cottage do pote de Labneh. Compramos errado muitas vezes.

Se for comprar manteiga no Super Cofix, compre a de barra e não a de pote, juro que ela não derrete. Não compre o queijo que vem no pacote de plástico, é só uma fatia grossa de queijo. Eu comprei algumas vezes o filé de peixe mas, peixe por 5 shkalim não deve ser peixe de verdade. O maior custo-beneficio são os pacotes de amendoim.

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Fazer as compras do mês no Rami Levi (vamos no de Bat Yam) é uma experiência divertida. São corredores e corredores de coisas coloridas e sempre vem aquela vontade de comprar tudo. Você engorda só de olhar o corredor de doces. Chocolate da vaquinha (שוקולד פרה) barato minha gente! Algumas vezes encontramos vinhos por 10 shkalim, não era o melhor vinho do mundo mas quando você está no budget, a qualidade vem em segundo lugar. Melhor lugar para comprar – e estocar – azeite e queijo ralado. Sexta-feira a fila é colossal, mas vale a pena.

Não esqueça de devolver o carrinho, ou você perde os 10 shkalim que colocou nele para usar – sim, esquecemos de devolver uma vez. E deixe o recibo das compras em mãos, ou o senhor da saída não vai deixar você sair de jeito nenhum.

Antes de descobrir esse mercado dos sonhos, costumávamos ir no Super Shuk de Yafo, que fica bem mais perto do que Bat Yam. No começo era muito bom, afinal, eu pagava 32 por 2 potes de Ben & Jerry’s. Era um mercado farto. Era. Suspeitamos que ele está falindo porque tem cada vez mais espaço vazio nas prateleiras. 20160919_133201

Nem todas as moças do caixa do Super Shuk falam inglês, mas se você tiver algum problema, é só chamar o Ilan. Em 5 minutos lá você vai ouvir as moças gritando o nome desse coitado umas 50 vezes.

 

 

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A CASA RECOMENDA

  • A. L – Batatinhas do pacote laranja: “Em excesso podem fazer mal para seu estômago, mas vale cada batatinha”.
  • J. R – Bamba: “A melhor larica da madrugada”.
  • E. B – Tehina: “Combina com qualquer coisa. Do sorvete à salada”.
  • H. G – Hummus do potão: “Café da manhã, almoço e jantar”

 

A CASA NÃO RECOMENDA

  • A. L – Qualquer sopa instantânea: “Juro que tentei, mas não encontrei nenhuma que tenha um gosto decente”.
  • J. R – Pepino: “Não tem gosto de nada, não serve para nada e deveria ser banido”.
  • E. B – Pasta de tâmaras: ” “Humm, panqueca com Nutella!” Não se iluda, é pasta de tâmaras”.
  • H. G – Labneh: “O erro de todos os queijos”.

 

 

 

 

 

Eilat

Ao ir para o extremo sul de Israel, você chega na em Eilat que é, basicamente, uma cidade turística.IMG_20170527_151400

Ao contrário de Tel Aviv, que é banhada pelo Mar Mediterrâneo, em Eilat você entra no Mar Vermelho. A água é limpíssima e transparente, e é possível ver muitos peixes por aí. Quando eu estava observando o mar de cima de uma ponte, eu vi uma Dory, digo, cirurgião-patela, nadando feliz (pontinho azul na foto ao lado)

O verão está chegando, e o sul é extremamente quente. Durante minha última passagem, o termômetro bateu os 40ºC, mas a tendência é ficar ainda mais quente, principalmente nos meses de julho e agosto.

Entre as atividades que você encontra em Eilat eu acabei indo no observatório, mas você pode: nadar com golfinhos, alimentar golfinhos, mergulhar (scuba diving), fazer snorkeling, praticar esportes aquáticos diversos, entre outras.

No Coral Park, existem diversos locais para visitar. O que eu mais gostei foi o observatório de baixo d’água e o “Mundo dos tubarões”. No observatório, existem várias janelinhas em que você pode ver os peixes e corais em seu habitat natural, o que é bem bonito. No “Mundo dos tubarões”, existem grandes aquários cheios de tubarões e outros animais marinhos!IMG_20170527_145202

Se você quiser, também pode assistir a um filme sobre os tubarões. É daqueles que a cadeira se mexe de acordo com o “ritmo” do filme. Não é o ponto mais forte do parque, mas vale ir se já estiver por lá. O valor da entrada é de 100 shekel sem o filme e 110 com o filme (no site os valores têm desconto).

À noite, os bares e baladas ficam lotados de locais e turistas. Para quem gosta de lugares cheios e música, é uma boa pedida. Caso contrário, existem bares de narguilé que são mais sossegados, ou você pode tomar um sorvete e andar na praia também.

A praia é de pedras, então é bem complicado andar. O mar quase não tem ondas e é muito gelado, mas é tão quente fora da água que você mal sente. É difícil encontrar uma sombra na parte das praias perto dos hotéis, já que toda sombrinha tem um dono que cobra um precinho salgado por ela.

Com certeza é um lugar que vale a pena visitar pelo menos por um final de semana.  A viagem é longa de ônibus ou carro mas, se você quiser, é possível ir de avião.

 

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O Negev + Festival de Música

Israel é um país bem pequeno, e tem apenas 20.770 km² de extensão. O estado de Sergipe tem 21.910 km².

Apesar disso, a geografia local é bem diversa. No inverno, é possível encontrar neve no norte do país e, ao mesmo tempo, ao sul temos… deserto. Sim, deserto.20161104_110315

O Negev é o nome dado ao deserto daqui, que ocupa mais da metade do território. Muitas cidades se espalham pela região e há até uma universidade, a Universidade Ben-Gurion do Negev, localizada em Beer-Sheva (באר שבע).

É possível fazer diversas caminhadas e passeios no local. Você pode até conhecer os beduínos que moram por lá e, claro, camelos.

A paisagem não muda muito, afinal, é um deserto. Montes, montanhas, rochas e areia. Ainda assim, é possível encontrar a flora local, que se adaptou bem à região.

Durante o tempo que passei aqui, fiz diversos passeios nesse quente (e frio) e deserto. Entre eles: rapel em Mitzpe Ramon (מצפה רמון), passar a noite em uma tenda beduína, caminhada no deserto na região de Eilat e, o meu favorito, um festival de música.

20161028_104903Em outubro de 2016, eu e um amigo fomos ao festival InDnegev, como o nome diz, um festival de música indie. Muitas das bandas cantavam em inglês então a língua não foi um problema nesse quesito. Pegamos uma barraca emprestada e começamos nossa aventura de 3 dias de festival. Foram 3 horas, 2 ônibus e ainda fizemos amigas alemãs no caminho.

Como chegamos à noite, estava meio frio. Armamos a barraca defeituosa, jogamos a comida dentro, e fomos aproveitar o festival. A primeira música que eu ouvi era em português, e as pessoas curtiram muito.

Como a barraca foi ao chão na segunda noite, eu me enrolei em um cobertor e dormi na areia. Acordei com um Besouro olhando para a minha cara (ou ele só queria passar por cima de mim mesmo).

O ponto alto da viagem foi ver o sol nascer enquanto a cantora Nessi Gomes realizava sua apresentação. É de tirar o fôlego. Depois disso, enquanto a maioria das pessoas ainda dormia, eu fui conferir as outras atrações. Como era cedo, a banda que eu fui ver, “Jewish Monkeys”, não tinha plateia suficiente. Depois de uma música eles pararam e esperaram mais pessoas.20161029_065704

Entre as atividades realizadas nesse meio tempo, percebi que as pessoas gostavam de: desenhar, jogar frisbee, e brincar de bambolê (e elas são muito boas nisso).

No último dia, meu amigo queria ficar mais e eu já precisava de um banho. É difícil ficar dois dias sem banho, só no baby wipes e no shampoo seco. Havia alguns chuveiros mas eu não fui preparada para banhos de verdade.

Como os ônibus iam demorar para começar a passar, eu sentei na frente da saída mostrando uma folha que consistia em um pedido de carona para Tel Aviv. Em meia hora eu consegui, e duas meninas e um menino super gentis me ofereceram uma carona. Não precisei nem pagar a gasolina e cheguei em casa sã e salva.