Vivendo com (des)conhecidas

Ao embarcar no avião, os desafios começam. Talvez o maior deles seja conhecer novas pessoas, ou melhor, viver com novas pessoas.

Ao se inscrever no programa, é difícil saber o que ou quem lhe aguarda em seu novo lar. No meu caso, eu tinha uma ideia, uma vez que conversei com minhas futuras roommates/colegas de quarto/ שותפות antes de chegar aqui.

No começo você não tem certeza se isso poderia dar certo. Pessoas diferentes convivendo em um pequeno espaço por alguns meses. No meu caso, foi uma empreitada bem sucedida.

Nunca vou esquecer o dia que uma das meninas queria conversar comigo antes da chegada para “termos uma boa convivência no futuro”. Aparentemente o fato de eu gostar de séries de TV, quadrinhos e afins me torna uma pessoa possivelmente implicante.

Apesar de elas não acreditarem, sou imensamente grata pela companhia. Eu provavelmente não teria ficado em um segundo programa se não fosse por elas, e acho que elas também não. E os planos continuam.

Em nossa trilha, tivemos brigadeiros queimados, arroz empapado, macarrão, cuscuz, choro, TPM, conversas até as 2 da manhã, frustrações amorosas, e a lista segue.

Tradutora, Administradora, Designer e Engenheira. Paulistas e Cariocas. Biscoito e Bolacha. Uma possível receita para o desastre se tornou o que chamamos de um “case de sucesso”.

Juntas construímos um ambiente próprio que deu certo. De compras a limpeza da casa, tudo foi discutido, debatido até que funcionou. Por vezes a louça fica na pia mais tempo do que deveria, mas quem nunca?

Cada dia são mais experiências, novas histórias compartilhadas, e novas batalhas pela frente. O bom é que, no fim das contas, estamos juntas no mesmo barco.

“You will meet many foes, some open, and some disguised; and you may find friends along your way when you least look for it.” – Elrond

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