Viagem a Stuttgart – Parte 2

DIA 3

Dia de turistar mais um pouco. Pegamos o trem e fomos ao museu da Mercedes-Benz. Comi um pretzel com manteiga e cebolinha no caminho – destaco isso porque lá eles adoram colocar cebolinha em tudo, assim como em Israel as pessoas colocam salsinha em tudo.

Não sou a maior fã de carros do mundo, mas foi bem interessante. No caminho, estávamos conversando sobre a quase inexistência de estrangeiros na cidade, afinal, na teoria é impossível viajar e não encontrar ao menos um brasileiro.IMG_20170416_122249

Dito e feito. Descemos do trem e encontramos um grupo de brasileiros. Eles estavam no país para um campeonato de ciência ou algo assim. O lugar é incrível, com muita história para contar e, claro, muitos carros. No final nos despedimos do grupo e fomos novamente para o festival de primavera que ficava perto.

Brinquei de novo na pescaria de patinhos e comi um prato estranhamente bom: Linsen mit Spätzle (Lentinha com um macarrão estranho). Minha missão de achar uma salsicha vegetariana falhou. Estava extremamente frio e até choveu um pouco, mas não foi o suficiente para me impedir de tomar uma raspadinha de cereja.

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No caminho de volta para casa, encontramos os brasileiros outra vez. Eles estavam a caminho da Torre de TV e já que não tínhamos nenhum plano, nos juntamos a eles. O negócio era alto e estava 3º C com muito vento. Não foi lá muito agradável, mas foi engraçado. Só um dos brasileiros conversou mais com a gente (o “líder” do grupo), os outros eram bem quietinhos.

Nos despedimos dos colegas e voltamos para o apartamento. Dessa vez o jantar não foi pizza, e sim, macarrão. Uma amiga alemã que conheci em Israel disse que eu não podia sair de Stuttgart sem comer Käsespätzle que é, basicamente, macarrão com queijo. Encontramos ele em um restaurante próximo. Pela primeira vez lá tivemos um atendimento bom em inglês, com direito até a cardápio traduzido, foi impressionante. O macarrão era sensacional, mas muito pesado e não consegui terminar.

Depois, fomos em busca de um cassino. Sim, um cassino. Aparentemente lá é bem famoso porque vimos muitos em nossas andanças. Andamos muito e só encontramos um com velhinhos estranhos (e um manipulando duas máquinas) e outro completamente vazio. Decidimos que temos que ir para Vegas na próxima viagem.

DIA 4

Esse dia foi cansativo. Logo cedo fomos até o aeroporto alugar um carro para as aventuras do dia: os castelos.

Primeiro fomos ao Castelo de Lichtenstein. Ele era mais bonito nas fotos, uma vez que a torre principal estava sendo reformada no dia. O dia estava um chove/não chove que foi difícil lidar, fora o frio. Entramos, tiramos fotos, passamos frio e nos dirigimos para o próximo castelo.IMG_20170417_102251

Há 2h30 de distância de lá, estava o Castelo de Neuschwanstein, que pertencia ao Rei Ludwig II. Esse castelo serviu de inspiração para Walt Disney criar o castelo da Cinderela.

Esse foi, de longe, o lugar mais turístico que fomos. Havia tanta gente que nós chegamos às 14:00 e só conseguimos entrar no castelo às 17:00. Na fila para comprar os ingressos encontramos cerca de 10 brasileiros, como era de se esperar.

Depois de muito tempo na fila, compramos o ingresso para o castelo e para um museu já que, na teoria, tínhamos tempo de sobra. Na realidade foi diferente. Entre a parada para o almoço e as compras nas mil lojas de souvenir disponíveis, já era hora de pegar o ônibus e subir para o castelo.

Chegando lá, fomos tirar fotos na ponte próxima ao castelo. Eu jurei que a ponte ia ceder de tanta gente que estava tentando tirar a foto perfeita. Todas as minhas ficaram péssimas, e eu culpo o frio.

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Enquanto esperávamos a hora do tour, compramos uma promoção de Caneca do lugar com alguma bebida + “pedaço de bolo”. Até aí tudo bem. Peguei meu chazinho e ela pediu para que eu escolhesse o “bolo” entre as opções: biscoito redondo, mini chocolate com marshmallow e outro biscoito. Acho que eles precisam aprender o que é um bolo.

Infelizmente não era permitido tirar fotos dentro do castelo, e minha parte preferida de viajar é tirar fotos. O tour podia ter sido feito em português, de tanto brasileiro que estava no nosso grupo. Ludwig tinha um ótimo gosto e também adorava cisnes, o que ficou bem claro durante o passeio.

O motorista do ônibus que descia de volta ao estacionamento gostava de emoção. Correr em um morro na chuva foi com ele mesmo.

Voltamos para o carro e pegamos o caminho da roça de volta para o aeroporto para devolver nosso querido carro. Como se não bastasse estar frio, começou a nevar no meio do caminho. Que primavera mais estranha nesse país.IMG_20170417_121641

Finalmente chegamos ao aeroporto, deixamos nosso companheiro de aventuras lá e pegamos um táxi para casa. O primeiro e único da viagem. Viva o transporte público que funciona!

Chegamos em casa arrumamos as malas e terminamos a noite/a viagem com pizza, sorvete Häagen-Dazs e programas de TV em alemão.

Dia seguinte, pegamos as malas e fomos para o aeroporto.

Destaco aqui que: no segundo dia da viagem, começaram a trocar os trilhos do bonde que precisávamos para ir ao aeroporto. Geralmente essas coisas levam tempo, mas eles trabalharam incansavelmente dia e noite, e tudo estava pronto assim que o feriado acabou.

E assim (quase) acabou a viagem mais espontânea que já fiz.