Lá e de volta outra vez

Mas olha só quem voltou!

Depois de um tempo ausente, voltei com uma saga para contar, mas vou procurar resumir o máximo possível, prometo.

O projeto Aliyah 2017 começou mais ou menos assim: Eu estava em Israel, gostei do lugar e resolvi me mudar. Para isso, dei início a um longo e cansativo processo, que no fim das contas deu certo.

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Não vou me alongar sobre a documentação necessária e todo o processo. Mas deixo aqui alguns links úteis caso você, querido leitor, deseje fazer essa pequena loucura, que é mudar de país.

O site da Agência Judaica tem muitas informações úteis, e é por meio dela que você chega aqui.

A Global Center é EXTREMAMENTE útil e eficaz para ajudar no processo. Eles têm atendimento em português também. Aconselho primeiramente entrar em contato com eles, assim você vai saber passo a passo do que precisa ser feito.

Por fim, a ONG Keren Leyedidut foi também muito prestativa e me ajudou muito para chegar aqui. Dependendo da forma como você decidir começar a vida aqui, eles ajudam com vários benefícios, vale a pena entrar em contato com eles também.

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O que importa é que eu cheguei!

Depois de muitas despedidas, muito choro e um longo voo.

 

Meu grupo foi recebido por voluntárias super animadas da ONG que cantaram várias músicas e até levaram o carrinho com as malas. Eram 5 da tarde com cara de 11 da noite.

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Antes disso, é claro, passamos horas no Ministério da absorção, ainda no aeroporto, para pegar a nova documentação. Nunca tive um documento com uma foto tão feia como a minha Teudat Oleh (o moço que tirou a foto falou que estava linda, aham). Pelo menos a da Teudat Zehut eu tirei no Brasil e levei.

Enfim, no táxi para meu destino final, o taxista queria falar comigo, mas ele não falava quase nada de inglês e meu hebraico é bem mais ou menos. Até que a gente se entendeu, e ele queria me convencer a ir para o exército. Moço, eu nem falo a sua língua direito, vamos com calma.

E esse é o ponto mais importante da história toda. Se você pretende fazer de Israel seu lar, aprenda hebraico. É um verdadeiro perrengue não entender o que as pessoas falam. Se decidir vir, estude o máximo que der ainda no Brasil. Assim que eu conseguir um emprego, já pretendo ir direto para o Ulpan (ainda a ser decidido) porque olha, não é fácil não.

A palavra “fácil” na verdade, já pode ser abolida do meu vocabulário. Porque qualquer coisa que você precisa fazer por aqui demanda paciência. Os primeiros dias você dedica a fazer toda a burocracia primária: Abrir conta no banco, ir no Ministério da absorção, terminar o processo do plano de saúde, e por aí vai.

Ah, claro que também encontrei os amigos daqui né ❤

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Em breve volto com mais informações sobre essa saga e, é claro, as coisas legais que acontecem por aqui.

Caso queira acompanhar as aventuras diárias, é só me seguir no Instagram!

 

 

Como (não) se relacionar em Israel

Há alguns meses eu fiz um post no Buzzfeed, onde brinquei com alguns fatos engraçados que acontecem quando você sai com pessoas em Israel. Resolvi traduzí-lo para o português e colocar aqui no blog também!

Clique aqui para a versão original, ou continue lendo para se surpreender com minhas descobertas sobre o mundo dos romances na badalada cidade de Tel Aviv.

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Enquanto ando tranquila pelas ruas de Tel Aviv, me deparo com centenas de casais felizes, andando de mãos dadas, tão amáveis quanto Marshall e Lilly. Vou seguindo meu caminho – provavelmente procurando algo para comer – e me pergunto: como?

Existem dois tipos de pessoa: as que são bem sucedidas na empreitada de flertar em um bar, e as que não são muito boas nisso ou que talvez precisem de uma dose (ou mais) de coragem. Eu faço parte do segundo grupo.

Dito isso, recorri à forma mais fácil de encontrar pessoas: Tinder. Sim, as pessoas vão julgar você pela sua aparência, mas a mesma coisa aconteceria em um bar, não se engane.

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“Mas o Tinder não é para relacionamentos sérios”. E eu sei disso! Mas os pretendentes (Israelenses ou não) fazem questão de me lembrar desse fato sempre que possível. A impressão que fiquei é que muitas pessoas morrem de medo de compromisso. Mesmo assim, os queridos bem que podiam parar de falar que não querem minha companhia por mais do que alguns encontros.

 

Cada experiência é única, mas existem padrões que se repetem. Não vou compartilhar minhas experiências individualmente, mas posso dar uma ideia a você, caro(a) leitor(a), algumas situações que você pode presenciar.

1- Não crie expectativas, deixa rolar. No primeiro encontro, ele pode levar você a um restaurante caríssimo ou sugerir que vocês tomem um vinho na casa dele (que ele divide com amigos. O aluguel é alto minha gente). Mas não importa o lugar, ele vai fazer você se sentir uma princesa. E é aí que mora o perigo.

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2- Conhecer os pais dele não é nada de mais. Eu conversei com algumas pessoas e parece que isso é bem comum por aqui. Sem pânico!

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3- Mesmo que vocês não estejam em um relacionamento sério, ele vai dar um jeito de terminar com você. O ghosting não chegou em Israel ainda, e espero que não chegue tão cedo.

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4- Vá com calma no Tinder. Eu sei que ele vicia (em Israel mais ainda). Se você iniciar uma conversa e achar que tem potencial, procure sair na mesma semana ou vai ser bem difícil depois. Se vocês ainda conversarem depois de uma semana, meus parabéns! Mas lembre-se: sem expectativas!

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5- Já aconteceu comigo e com as minhas amigas. Ele pode até falar que não quer um relacionamento e, uma semana depois do fora majestoso que você levou, ele muda o status do Facebook para “em um relacionamento sério”. É quase “500 dias com ela” na vida real.

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6- Diferenças culturais: Dependendo do seu país de origem, as diferenças podem ser gigantescas. Aparentemente, brasileiros e israelenses têm muito em comum, mas cuidado: não demonstre afeto ou preocupação. O cidadão pode pensar que você está caidinha por ele caso você pergunte se ele está bem da gripe (que você passou).

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7- Não-israelense agem como isaelenses muitas vezes. As histórias são bem parecidas. Acho que eu deveria estar falando sobre homens em geral. O que acontece quando você sai com pessoas de outros países, é que a situação de vocês pode ser a mesma e, em breve, os dois vão voltar para sua terra natal. Nesse caso, para que se apegar?

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8- Israelenses são tão sociáveis que podem chegar em você para puxar um papo quando tudo o que você quer é chegar em casa. Apesar de parecer estranho, pode ser uma experiência divertida (e é bem melhor do que ouvir “gatinha” quando você passa na frente de uma construção no Brasil). Eles vão fazer você rir e tentar conseguir o seu número. Não custa nada, e vai que dá namoro?

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9- Israel é um país pequeno e Tel Aviv é bem pequena. Esperamos nunca ter um término traumático, estranho ou escandaloso. Vai que você encontra ele e a namorada nova andando pela Alenby?

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Espero que essas dicas ajudem você no futuro. Boa diversão e boa sorte!

Ps: Esse artigo não foi criado com o intuito de difamar ninguém. Eu amo meus israelenses queridos!

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