Como (não) se relacionar em Israel

Há alguns meses eu fiz um post no Buzzfeed, onde brinquei com alguns fatos engraçados que acontecem quando você sai com pessoas em Israel. Resolvi traduzí-lo para o português e colocar aqui no blog também!

Clique aqui para a versão original, ou continue lendo para se surpreender com minhas descobertas sobre o mundo dos romances na badalada cidade de Tel Aviv.

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Enquanto ando tranquila pelas ruas de Tel Aviv, me deparo com centenas de casais felizes, andando de mãos dadas, tão amáveis quanto Marshall e Lilly. Vou seguindo meu caminho – provavelmente procurando algo para comer – e me pergunto: como?

Existem dois tipos de pessoa: as que são bem sucedidas na empreitada de flertar em um bar, e as que não são muito boas nisso ou que talvez precisem de uma dose (ou mais) de coragem. Eu faço parte do segundo grupo.

Dito isso, recorri à forma mais fácil de encontrar pessoas: Tinder. Sim, as pessoas vão julgar você pela sua aparência, mas a mesma coisa aconteceria em um bar, não se engane.

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“Mas o Tinder não é para relacionamentos sérios”. E eu sei disso! Mas os pretendentes (Israelenses ou não) fazem questão de me lembrar desse fato sempre que possível. A impressão que fiquei é que muitas pessoas morrem de medo de compromisso. Mesmo assim, os queridos bem que podiam parar de falar que não querem minha companhia por mais do que alguns encontros.

 

Cada experiência é única, mas existem padrões que se repetem. Não vou compartilhar minhas experiências individualmente, mas posso dar uma ideia a você, caro(a) leitor(a), algumas situações que você pode presenciar.

1- Não crie expectativas, deixa rolar. No primeiro encontro, ele pode levar você a um restaurante caríssimo ou sugerir que vocês tomem um vinho na casa dele (que ele divide com amigos. O aluguel é alto minha gente). Mas não importa o lugar, ele vai fazer você se sentir uma princesa. E é aí que mora o perigo.

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2- Conhecer os pais dele não é nada de mais. Eu conversei com algumas pessoas e parece que isso é bem comum por aqui. Sem pânico!

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3- Mesmo que vocês não estejam em um relacionamento sério, ele vai dar um jeito de terminar com você. O ghosting não chegou em Israel ainda, e espero que não chegue tão cedo.

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4- Vá com calma no Tinder. Eu sei que ele vicia (em Israel mais ainda). Se você iniciar uma conversa e achar que tem potencial, procure sair na mesma semana ou vai ser bem difícil depois. Se vocês ainda conversarem depois de uma semana, meus parabéns! Mas lembre-se: sem expectativas!

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5- Já aconteceu comigo e com as minhas amigas. Ele pode até falar que não quer um relacionamento e, uma semana depois do fora majestoso que você levou, ele muda o status do Facebook para “em um relacionamento sério”. É quase “500 dias com ela” na vida real.

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6- Diferenças culturais: Dependendo do seu país de origem, as diferenças podem ser gigantescas. Aparentemente, brasileiros e israelenses têm muito em comum, mas cuidado: não demonstre afeto ou preocupação. O cidadão pode pensar que você está caidinha por ele caso você pergunte se ele está bem da gripe (que você passou).

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7- Não-israelense agem como isaelenses muitas vezes. As histórias são bem parecidas. Acho que eu deveria estar falando sobre homens em geral. O que acontece quando você sai com pessoas de outros países, é que a situação de vocês pode ser a mesma e, em breve, os dois vão voltar para sua terra natal. Nesse caso, para que se apegar?

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8- Israelenses são tão sociáveis que podem chegar em você para puxar um papo quando tudo o que você quer é chegar em casa. Apesar de parecer estranho, pode ser uma experiência divertida (e é bem melhor do que ouvir “gatinha” quando você passa na frente de uma construção no Brasil). Eles vão fazer você rir e tentar conseguir o seu número. Não custa nada, e vai que dá namoro?

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9- Israel é um país pequeno e Tel Aviv é bem pequena. Esperamos nunca ter um término traumático, estranho ou escandaloso. Vai que você encontra ele e a namorada nova andando pela Alenby?

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Espero que essas dicas ajudem você no futuro. Boa diversão e boa sorte!

Ps: Esse artigo não foi criado com o intuito de difamar ninguém. Eu amo meus israelenses queridos!

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Partindo para a próxima aventura

Israel é um país de oportunidades, ainda mais se você souber hebraico!

Recentemente voltei para o Brasil para me preparar para a segunda parte dessa aventura: A Aliyah (Lei do retorno). Não, eu nunca pensei que faria isso na minha vida.

Existem diversas formas de viver em Israel no começo da Aliyah. Se assim como eu o seu hebraico deixa a desejar, o ideal é viver em um Ulpan ou Kibutz nos primeiros meses. Há diversas opções para agradar a todos. No meu caso, a melhor opção foi o Ulpan que fica em Haifa. Mais opções no site da Agência Judaica.

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Cada lugar tem um preço, uma data de início, e benefícios diferentes.

Não é um dos processo mais fáceis, mas no final sei que vai valer a pena. Eu amo o Brasil e amo São Paulo, mas percebi que, nesse momento, essa é a minha melhor opção.

Acho que existem formas diferentes de iniciar o processo. No meu caso (obrigada H. G por ir atrás disso), eu liguei para o Global Center em Israel ( 1-800- 228055 ), selecionei a opção em espanhol, falei com uma pessoa e abri a pasta. Eles mandam um e-mail com os detalhes de onde e como você deve inserir os documentos necessários nessa pasta.

No próprio site, você irá preencher algumas fichas e fazer o upload de alguns documentos. Todos são bem simples no geral, mas também é necessária a carta de um rabino atestando que você é judeu/judia. Isso pode demorar um pouco, varia em cada caso. Um amigo, por exemplo, precisou de 3 meses, e outro de alguns dias. O quanto antes, melhor.

Tendo tudo lá, você marca uma entrevista com um representante. Ainda não cheguei nessa fase, mas falta pouco! Atualizações com mais detalhes em breve!

 

 

 

Semana do Orgulho (Pride Week)

Entre os dias 4 e 10 de junho aconteceu a Pride Week em Tel Aviv. Durante esses dias, a cidade abraçou as cores do arco-íris. Bandeiras foram espalhadas pela prefeitura e, o comércio, não ficou de fora. Restaurantes, cafés, lojas e até shoppings deixaram sua homenagem a essa semana tão importante. 26_17_49_28

No dia 9 pela manhã, ocorreu a Parada do Orgulho LGBT, que saiu do Gan Me’ir e percorreu as ruas da cidade em direção à praia. Meus amigos e eu chegamos um pouco depois do início, mas logo alcançamos a multidão. Infelizmente, no caminho vimos pessoas protestando contra algo tão simples quanto o amor.

Estava muito quente, e eu amava cada pessoa que jogava água em mim. Em um clima quase de carnaval, vimos pessoas segurando grandes bandeiras, outras dançando em cima da grade de recicláveis, outras fazendo a festa na sacada dos apartamentos (e jogando água nas pessoas). Muitos também usaram a oportunidade para reivindicar seus direitos.

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Quando chegamos na avenida da praia, encontramos carros de som com pessoas dançando extremamente animadas, apesar do calor. Nesse ponto, eu já não me aguentava mais de pé. Sendo assim, resolvemos dar um pulinho no mar, por que não?

Essa foi a segunda parada gay que participei, a primeira foi no Canadá e foi bem diferente. Infelizmente ainda não fui em nenhuma em São Paulo. Não tive coragem de enfrentar as milhões de pessoas que vão (contra cerca de 200 mil que compareceram em Tel Aviv).

Gostaria de destacar as senhorinhas que assistiam a tudo e se divertiam na sombrinha dos hotéis e dizer que ano que vem estamos de volta!

 

Comer bem, que mal tem?

Apesar da população do geral não estar aparentemente acima do peso, as comidas oferecidas são deveras gordurosas (pelo menos as baratas). Ao mesmo tempo, dizem que Tel Aviv tem as melhores opções vegetarianas do mundo, que estão em todas as esquinas da cidade.20160902_145236

Nesses meses posso dizer que eu comi muito bem quando fui a restaurantes e bares. O problemas de fazer isso é que os preços são bem salgados.

Quando o orçamento é baixo, você acaba recorrendo às comidas típicas e baratas que são: Falafel, hummus, sabich, shakshuka, shawarma e outras. Claro que em cada lugar o preço varia, e você encontra versões baratas e caras dessas iguarias.

Todos os israelenses podem falar que vão levar você para comer o melhor hummus do mundo. Com certeza muitos concordam com a minha escolha quando eu digo que o melhor fica em Yafo. Seu nome? Abu Hassan. Se estiver passando por Yafo, vá conferir, ou mude sua rota de passeios para chegar lá porque vale a pena.IMG_20170406_134947

Se você puder desembolsar um pouco mais, as opções são diversas (e muito boas). Entre os meus favoritos estão o Benedict (com um conceito de café da manhã 24h); Max Brenner (o forte são os chocolates, mas o menu executivo do almoço é muito bom); Rustico (pizza incrível, a de abobrinha com um ovo de gema mole no meio é sensacional); Okinawa (apesar de estranho, me provaram que abacate no sushi não é tão ruim quanto parece). Eu poderia continuar essa lista para sempre mas deixo vocês descobrirem seus lugares favoritos sozinhos. Explorar é a melhor parte da viagem.

Antes que eu me esqueça, preciso falar sobre o restaurante cujo nome é “O Restaurante” (המסעדה). Os pratos são bem servidos e deliciosos mas, o melhor, é o preço. Os pratos principais custam apenas 30 shkalim, as entradas custam 15, e as sobremesas também. Ele é o melhor restaurante para ir quando você quer comer bem sem gastar muito.

Tel Aviv – Yafo conta com uma vasta variedade de restaurantes para todos os gostos e bolsos e a melhor parte da aventura é encontrar um restaurante para ser o seu lugar especial, que você quer apresentar para todo mundo.

 

Fazendo compras

Sair para comer em Tel Aviv é bem caro (assim como em qualquer lugar) então cozinhar em casa é a solução mais barata que você encontra.

Existem várias franquias de supermercados por aqui, alguns mais parecidos com o “Pão de Açúcar”, o Tiv Taam (טיב טעם) , outros mais com uma cara de “Walmart” (e o preferido da casa), o Rami Levi (רמי לוי). Também tem o Super Cofix, onde tudo custa 5 (sim, 5) shkalim, mas nem sempre vale a pena comprar lá, algumas coisas podem sair mais caro do que em outros lugares. Tudo depende da sua disponibilidade de ir a mercados maiores e pesquisar preços. 20160919_133330

Se você tiver preguiça, provavelmente vai acabar fazendo as compras da semana no AMPM e gastando um pouco mais. Uma vez eu estava com preguiça e comprei uma salada pronta lá por 30 shkalim. Não valeu.

Os produtos encontrados são dos mais variados. Frutas e verduras são relativamente baratas. Os congelados pesam um pouco mais no bolso. Queijos são caros, e no começo foi difícil para a gente diferenciar o pote do queijo cottage do pote de Labneh. Compramos errado muitas vezes.

Se for comprar manteiga no Super Cofix, compre a de barra e não a de pote, juro que ela não derrete. Não compre o queijo que vem no pacote de plástico, é só uma fatia grossa de queijo. Eu comprei algumas vezes o filé de peixe mas, peixe por 5 shkalim não deve ser peixe de verdade. O maior custo-beneficio são os pacotes de amendoim.

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Fazer as compras do mês no Rami Levi (vamos no de Bat Yam) é uma experiência divertida. São corredores e corredores de coisas coloridas e sempre vem aquela vontade de comprar tudo. Você engorda só de olhar o corredor de doces. Chocolate da vaquinha (שוקולד פרה) barato minha gente! Algumas vezes encontramos vinhos por 10 shkalim, não era o melhor vinho do mundo mas quando você está no budget, a qualidade vem em segundo lugar. Melhor lugar para comprar – e estocar – azeite e queijo ralado. Sexta-feira a fila é colossal, mas vale a pena.

Não esqueça de devolver o carrinho, ou você perde os 10 shkalim que colocou nele para usar – sim, esquecemos de devolver uma vez. E deixe o recibo das compras em mãos, ou o senhor da saída não vai deixar você sair de jeito nenhum.

Antes de descobrir esse mercado dos sonhos, costumávamos ir no Super Shuk de Yafo, que fica bem mais perto do que Bat Yam. No começo era muito bom, afinal, eu pagava 32 por 2 potes de Ben & Jerry’s. Era um mercado farto. Era. Suspeitamos que ele está falindo porque tem cada vez mais espaço vazio nas prateleiras. 20160919_133201

Nem todas as moças do caixa do Super Shuk falam inglês, mas se você tiver algum problema, é só chamar o Ilan. Em 5 minutos lá você vai ouvir as moças gritando o nome desse coitado umas 50 vezes.

 

 

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A CASA RECOMENDA

  • A. L – Batatinhas do pacote laranja: “Em excesso podem fazer mal para seu estômago, mas vale cada batatinha”.
  • J. R – Bamba: “A melhor larica da madrugada”.
  • E. B – Tehina: “Combina com qualquer coisa. Do sorvete à salada”.
  • H. G – Hummus do potão: “Café da manhã, almoço e jantar”

 

A CASA NÃO RECOMENDA

  • A. L – Qualquer sopa instantânea: “Juro que tentei, mas não encontrei nenhuma que tenha um gosto decente”.
  • J. R – Pepino: “Não tem gosto de nada, não serve para nada e deveria ser banido”.
  • E. B – Pasta de tâmaras: ” “Humm, panqueca com Nutella!” Não se iluda, é pasta de tâmaras”.
  • H. G – Labneh: “O erro de todos os queijos”.

 

 

 

 

 

Eilat

Ao ir para o extremo sul de Israel, você chega na em Eilat que é, basicamente, uma cidade turística.IMG_20170527_151400

Ao contrário de Tel Aviv, que é banhada pelo Mar Mediterrâneo, em Eilat você entra no Mar Vermelho. A água é limpíssima e transparente, e é possível ver muitos peixes por aí. Quando eu estava observando o mar de cima de uma ponte, eu vi uma Dory, digo, cirurgião-patela, nadando feliz (pontinho azul na foto ao lado)

O verão está chegando, e o sul é extremamente quente. Durante minha última passagem, o termômetro bateu os 40ºC, mas a tendência é ficar ainda mais quente, principalmente nos meses de julho e agosto.

Entre as atividades que você encontra em Eilat eu acabei indo no observatório, mas você pode: nadar com golfinhos, alimentar golfinhos, mergulhar (scuba diving), fazer snorkeling, praticar esportes aquáticos diversos, entre outras.

No Coral Park, existem diversos locais para visitar. O que eu mais gostei foi o observatório de baixo d’água e o “Mundo dos tubarões”. No observatório, existem várias janelinhas em que você pode ver os peixes e corais em seu habitat natural, o que é bem bonito. No “Mundo dos tubarões”, existem grandes aquários cheios de tubarões e outros animais marinhos!IMG_20170527_145202

Se você quiser, também pode assistir a um filme sobre os tubarões. É daqueles que a cadeira se mexe de acordo com o “ritmo” do filme. Não é o ponto mais forte do parque, mas vale ir se já estiver por lá. O valor da entrada é de 100 shekel sem o filme e 110 com o filme (no site os valores têm desconto).

À noite, os bares e baladas ficam lotados de locais e turistas. Para quem gosta de lugares cheios e música, é uma boa pedida. Caso contrário, existem bares de narguilé que são mais sossegados, ou você pode tomar um sorvete e andar na praia também.

A praia é de pedras, então é bem complicado andar. O mar quase não tem ondas e é muito gelado, mas é tão quente fora da água que você mal sente. É difícil encontrar uma sombra na parte das praias perto dos hotéis, já que toda sombrinha tem um dono que cobra um precinho salgado por ela.

Com certeza é um lugar que vale a pena visitar pelo menos por um final de semana.  A viagem é longa de ônibus ou carro mas, se você quiser, é possível ir de avião.

 

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O Negev + Festival de Música

Israel é um país bem pequeno, e tem apenas 20.770 km² de extensão. O estado de Sergipe tem 21.910 km².

Apesar disso, a geografia local é bem diversa. No inverno, é possível encontrar neve no norte do país e, ao mesmo tempo, ao sul temos… deserto. Sim, deserto.20161104_110315

O Negev é o nome dado ao deserto daqui, que ocupa mais da metade do território. Muitas cidades se espalham pela região e há até uma universidade, a Universidade Ben-Gurion do Negev, localizada em Beer-Sheva (באר שבע).

É possível fazer diversas caminhadas e passeios no local. Você pode até conhecer os beduínos que moram por lá e, claro, camelos.

A paisagem não muda muito, afinal, é um deserto. Montes, montanhas, rochas e areia. Ainda assim, é possível encontrar a flora local, que se adaptou bem à região.

Durante o tempo que passei aqui, fiz diversos passeios nesse quente (e frio) e deserto. Entre eles: rapel em Mitzpe Ramon (מצפה רמון), passar a noite em uma tenda beduína, caminhada no deserto na região de Eilat e, o meu favorito, um festival de música.

20161028_104903Em outubro de 2016, eu e um amigo fomos ao festival InDnegev, como o nome diz, um festival de música indie. Muitas das bandas cantavam em inglês então a língua não foi um problema nesse quesito. Pegamos uma barraca emprestada e começamos nossa aventura de 3 dias de festival. Foram 3 horas, 2 ônibus e ainda fizemos amigas alemãs no caminho.

Como chegamos à noite, estava meio frio. Armamos a barraca defeituosa, jogamos a comida dentro, e fomos aproveitar o festival. A primeira música que eu ouvi era em português, e as pessoas curtiram muito.

Como a barraca foi ao chão na segunda noite, eu me enrolei em um cobertor e dormi na areia. Acordei com um Besouro olhando para a minha cara (ou ele só queria passar por cima de mim mesmo).

O ponto alto da viagem foi ver o sol nascer enquanto a cantora Nessi Gomes realizava sua apresentação. É de tirar o fôlego. Depois disso, enquanto a maioria das pessoas ainda dormia, eu fui conferir as outras atrações. Como era cedo, a banda que eu fui ver, “Jewish Monkeys”, não tinha plateia suficiente. Depois de uma música eles pararam e esperaram mais pessoas.20161029_065704

Entre as atividades realizadas nesse meio tempo, percebi que as pessoas gostavam de: desenhar, jogar frisbee, e brincar de bambolê (e elas são muito boas nisso).

No último dia, meu amigo queria ficar mais e eu já precisava de um banho. É difícil ficar dois dias sem banho, só no baby wipes e no shampoo seco. Havia alguns chuveiros mas eu não fui preparada para banhos de verdade.

Como os ônibus iam demorar para começar a passar, eu sentei na frente da saída mostrando uma folha que consistia em um pedido de carona para Tel Aviv. Em meia hora eu consegui, e duas meninas e um menino super gentis me ofereceram uma carona. Não precisei nem pagar a gasolina e cheguei em casa sã e salva.

 

A vida na fronteira com Gaza

Fizemos um passeio para o sul de Israel, e uma das paradas foi na fronteira nativcom a Faixa de Gaza, local controlado pelo conhecido movimento fundamentalista islâmico, Hamas.

Fomos à casa de uma senhora que mora na região há anos, no Moshav Netiv HaAsara. Ao entrar na “vila”, tudo é bonito, calmo, com muitas árvores e pássaros. Parece uma cidade de interior. A única coisa que destoa são as dezenas de abrigos (bunkers) espalhados no caminho.

A senhora, que não nasceu ali, mas se mudou com a família há alguns anos, nos deu algumas informações e experiências de como é viver tão próximo a um local de tantos conflitos. Todas as casas, a cidade, e os celulares, por exemplo, recebem alertas quando algum foguete é lançado do outro lado. Quando isso acontece, os moradores têm cerca de 5 segundos, ou menos, para chegar a um dos abrigos espalhados.

Um dos epi18763166_1565992836766925_986878755_nsódios que contou, e que mais me impressionou, foi quando em uma noite ela e o marido ouviram um grande barulho e acharam que um foguete havia caído na casa deles. Na verdade, ele caiu e destruiu a casa vizinha. Ao ver a cena, a família pegou o carro e foi para a casa de parentes próximos a Tel Aviv (que fica há 1 hora de distância). O trauma foi tanto que ela ficou uma semana sem conseguir falar e precisou de terapia.

Ainda assim, apesar das dificuldades, a moradora contou que não trocaria seu lar por nada. Segundo ela, eles levam uma boa vida em comunidade, onde todos se conhecem e se ajudam.

Com muita tristeza, ela contou que seus amigos e familiares não a visitam por medo de ir até lá. Esse foi seu incentivo para pintar uma parte dos muros que separam os locais. Com as pinturas alegres, as pessoas começaram a se aproximar da, até então hostil, divisória. Em sua casa, ela fornece pedras coloridas que as pessoas podem colar no desenho, e o resultado é incrível.

Fiquei doente, e agora?

Se tem uma coisa que eu não recomendo, é ficar doente ou ter qualquer outro problema que seja necessário ir ao médico. Sim, não é algo que podemos controlar mas, se puder, não vá.

Existem diversos Kupat Holim (plano de saúde), mas os que mais ouço falar são o Maccabi e o Clalit. O que recebi do programa é o Clalit.

Por aqui, você não vai direto para o hospital na maioria dos casos. Existem algumas pequenas clínicas espalhadas. Para a minha sorte, tenho uma perto de casa.

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A primeira vez que eu fui, foi porque eu queria fazer alguns exames de rotina. Chegando lá, foi difícil encontrar alguém que falasse inglês. No fim das contas, nessa clínica existem duas recepcionistas, uma médica e um moço que eu não sem bem o que faz, que sabem falar inglês.  Conseguir um horário com essa única médica é um sufoco.

Os horários de funcionamento são bem estranhos também. Nunca vi clínica fechar para a hora do almoço e depois das 18:00. Espero que ninguém passe mal nesses horários ou durante o Shabat, já que eles não abrem.18554611_1554703427895866_1325352564_n

Uma vez eu fui fazer exames em um lugar que tinha mais cara de hospital do que a clínica – apesar de ser igualmente feio estruturalmente. Foi ainda mais difícil encontrar alguém que falasse inglês ou até mesmo placas. Mas no fim deu tudo certo.

Os médicos que eu passei são bons, e os exames foram feitos bem rápido e sem complicações. O bom é que você nem precisa ir buscar os exames, eles vão direto para o computador do seu médico – family doctor, como eles chamam.

Um dia desses eu estava com dor de ouvido e resolvi ir à clínica sem agendamento e tentar a sorte. Após 1h30 esperando, fiquei 2 minutos na consulta e saí com um remédio para pingar no ouvido. O legal é que eu acho que me estressei tanto na espera que a dor passou e não precisei do remédio.

E os finais de semana?

Primeiro, eu tive que me acostumar com o fato de que: Quinta é sexta, sexta é sábado, e domingo eu trabalho. Ou seja, enquanto as pessoas assistem “Domingão do Faustão”, eu estou trabalhando – caso não houvesse fuso horário.

O ideal por aqui, é sair na quinta-feira à noite, uma vez que do final do dia de sexta até o começo da noite de sábado os ônibus não circulam por motivos de: Shabat. Sair sexta-feira é sinônimo de andar muito ou gastar 1/3 do valor do seu rim com táxis (que vão tentar tirar cada centavo de turistas).

Não sou a pessoa mais festeira do mundo, então dicas das melhores baladas vão ficar para a próxima vez, mas existem outras coisas para se fazer por aqui.

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Cada pessoa tem suas preferências, mas uma é quase unânime: praia no verão. Sexta-feira sem ônibus? Uma caminhada de 30 minutos e chego na Banana Beach – uma praia de Tel Aviv. Passar o dia/tarde na sombrinha ou no sol, se você quiser dar aquela torrada, é um ótimo plano muitas vezes.

18447730_1347762028605562_1902219298_nEm Yafo, temos o Shuk Hapishpeshim (nosso mercado das pulgas), que durante a semana tem várias lojas de artigos usados, souvenirs e restaurantes pela manhã. Nos finais de semana à noite a figura muda, e o espaço dá lugar a bares descontraídos e lotados. O meu preferido é o Akbar, que tem musicas boas, bom atendimento, e batatinhas fritas com queijo e limão.

 

Recentemente comecei a ir a um evento de “troca de idiomas” chamado FluenTLV, onde eu me inscrevo como embaixadora da minha língua nativa – português – e ajudo pessoas que sabem o básico a praticarem. Na outra parte da noite eu vou praticar meu pobre hebraico. É uma boa opção para o sábado a noite.

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Sair sozinha aqui não é um problema. Se não tiver ninguém para sair com você, só vai. Existem centenas de bares na Rothschild – sou fã do Polly – ou na Allenby, sempre lotados e cheios de pessoas simpáticas. Sair de algum deles sem bater papo com alguém é impossível. Se você, assim como eu, tem um lado meio geek, o Potion Bar é o seu lugar. Bebidas temáticas servidas em recipientes de poções e hidromel esperam os visitantes – além do bom atendimento e a mesa de sinuca.

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Sempre existem eventos diversos acontecendo pela cidade, e só procurar o seu. O melhor lugar para isso é o Secret Tel Aviv, que sempre conta com uma lista atualizada do que está acontecendo na cidade. Você também pode pegar esse cartão deles, que dá direito a descontos e promoções em vários lugares.

 

Por vezes, você pode acabar andando por aí e descobrindo eventos e atividades das quais não tinha conhecimento. Eu, por exemplo, acabei vendo a “Marcha das Vadias” daqui em uma caminhada sem destino.

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