Como (não) se relacionar em Israel

Há alguns meses eu fiz um post no Buzzfeed, onde brinquei com alguns fatos engraçados que acontecem quando você sai com pessoas em Israel. Resolvi traduzí-lo para o português e colocar aqui no blog também!

Clique aqui para a versão original, ou continue lendo para se surpreender com minhas descobertas sobre o mundo dos romances na badalada cidade de Tel Aviv.

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Enquanto ando tranquila pelas ruas de Tel Aviv, me deparo com centenas de casais felizes, andando de mãos dadas, tão amáveis quanto Marshall e Lilly. Vou seguindo meu caminho – provavelmente procurando algo para comer – e me pergunto: como?

Existem dois tipos de pessoa: as que são bem sucedidas na empreitada de flertar em um bar, e as que não são muito boas nisso ou que talvez precisem de uma dose (ou mais) de coragem. Eu faço parte do segundo grupo.

Dito isso, recorri à forma mais fácil de encontrar pessoas: Tinder. Sim, as pessoas vão julgar você pela sua aparência, mas a mesma coisa aconteceria em um bar, não se engane.

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“Mas o Tinder não é para relacionamentos sérios”. E eu sei disso! Mas os pretendentes (Israelenses ou não) fazem questão de me lembrar desse fato sempre que possível. A impressão que fiquei é que muitas pessoas morrem de medo de compromisso. Mesmo assim, os queridos bem que podiam parar de falar que não querem minha companhia por mais do que alguns encontros.

 

Cada experiência é única, mas existem padrões que se repetem. Não vou compartilhar minhas experiências individualmente, mas posso dar uma ideia a você, caro(a) leitor(a), algumas situações que você pode presenciar.

1- Não crie expectativas, deixa rolar. No primeiro encontro, ele pode levar você a um restaurante caríssimo ou sugerir que vocês tomem um vinho na casa dele (que ele divide com amigos. O aluguel é alto minha gente). Mas não importa o lugar, ele vai fazer você se sentir uma princesa. E é aí que mora o perigo.

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2- Conhecer os pais dele não é nada de mais. Eu conversei com algumas pessoas e parece que isso é bem comum por aqui. Sem pânico!

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3- Mesmo que vocês não estejam em um relacionamento sério, ele vai dar um jeito de terminar com você. O ghosting não chegou em Israel ainda, e espero que não chegue tão cedo.

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4- Vá com calma no Tinder. Eu sei que ele vicia (em Israel mais ainda). Se você iniciar uma conversa e achar que tem potencial, procure sair na mesma semana ou vai ser bem difícil depois. Se vocês ainda conversarem depois de uma semana, meus parabéns! Mas lembre-se: sem expectativas!

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5- Já aconteceu comigo e com as minhas amigas. Ele pode até falar que não quer um relacionamento e, uma semana depois do fora majestoso que você levou, ele muda o status do Facebook para “em um relacionamento sério”. É quase “500 dias com ela” na vida real.

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6- Diferenças culturais: Dependendo do seu país de origem, as diferenças podem ser gigantescas. Aparentemente, brasileiros e israelenses têm muito em comum, mas cuidado: não demonstre afeto ou preocupação. O cidadão pode pensar que você está caidinha por ele caso você pergunte se ele está bem da gripe (que você passou).

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7- Não-israelense agem como isaelenses muitas vezes. As histórias são bem parecidas. Acho que eu deveria estar falando sobre homens em geral. O que acontece quando você sai com pessoas de outros países, é que a situação de vocês pode ser a mesma e, em breve, os dois vão voltar para sua terra natal. Nesse caso, para que se apegar?

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8- Israelenses são tão sociáveis que podem chegar em você para puxar um papo quando tudo o que você quer é chegar em casa. Apesar de parecer estranho, pode ser uma experiência divertida (e é bem melhor do que ouvir “gatinha” quando você passa na frente de uma construção no Brasil). Eles vão fazer você rir e tentar conseguir o seu número. Não custa nada, e vai que dá namoro?

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9- Israel é um país pequeno e Tel Aviv é bem pequena. Esperamos nunca ter um término traumático, estranho ou escandaloso. Vai que você encontra ele e a namorada nova andando pela Alenby?

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Espero que essas dicas ajudem você no futuro. Boa diversão e boa sorte!

Ps: Esse artigo não foi criado com o intuito de difamar ninguém. Eu amo meus israelenses queridos!

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Semana do Orgulho (Pride Week)

Entre os dias 4 e 10 de junho aconteceu a Pride Week em Tel Aviv. Durante esses dias, a cidade abraçou as cores do arco-íris. Bandeiras foram espalhadas pela prefeitura e, o comércio, não ficou de fora. Restaurantes, cafés, lojas e até shoppings deixaram sua homenagem a essa semana tão importante. 26_17_49_28

No dia 9 pela manhã, ocorreu a Parada do Orgulho LGBT, que saiu do Gan Me’ir e percorreu as ruas da cidade em direção à praia. Meus amigos e eu chegamos um pouco depois do início, mas logo alcançamos a multidão. Infelizmente, no caminho vimos pessoas protestando contra algo tão simples quanto o amor.

Estava muito quente, e eu amava cada pessoa que jogava água em mim. Em um clima quase de carnaval, vimos pessoas segurando grandes bandeiras, outras dançando em cima da grade de recicláveis, outras fazendo a festa na sacada dos apartamentos (e jogando água nas pessoas). Muitos também usaram a oportunidade para reivindicar seus direitos.

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Quando chegamos na avenida da praia, encontramos carros de som com pessoas dançando extremamente animadas, apesar do calor. Nesse ponto, eu já não me aguentava mais de pé. Sendo assim, resolvemos dar um pulinho no mar, por que não?

Essa foi a segunda parada gay que participei, a primeira foi no Canadá e foi bem diferente. Infelizmente ainda não fui em nenhuma em São Paulo. Não tive coragem de enfrentar as milhões de pessoas que vão (contra cerca de 200 mil que compareceram em Tel Aviv).

Gostaria de destacar as senhorinhas que assistiam a tudo e se divertiam na sombrinha dos hotéis e dizer que ano que vem estamos de volta!

 

Comer bem, que mal tem?

Apesar da população do geral não estar aparentemente acima do peso, as comidas oferecidas são deveras gordurosas (pelo menos as baratas). Ao mesmo tempo, dizem que Tel Aviv tem as melhores opções vegetarianas do mundo, que estão em todas as esquinas da cidade.20160902_145236

Nesses meses posso dizer que eu comi muito bem quando fui a restaurantes e bares. O problemas de fazer isso é que os preços são bem salgados.

Quando o orçamento é baixo, você acaba recorrendo às comidas típicas e baratas que são: Falafel, hummus, sabich, shakshuka, shawarma e outras. Claro que em cada lugar o preço varia, e você encontra versões baratas e caras dessas iguarias.

Todos os israelenses podem falar que vão levar você para comer o melhor hummus do mundo. Com certeza muitos concordam com a minha escolha quando eu digo que o melhor fica em Yafo. Seu nome? Abu Hassan. Se estiver passando por Yafo, vá conferir, ou mude sua rota de passeios para chegar lá porque vale a pena.IMG_20170406_134947

Se você puder desembolsar um pouco mais, as opções são diversas (e muito boas). Entre os meus favoritos estão o Benedict (com um conceito de café da manhã 24h); Max Brenner (o forte são os chocolates, mas o menu executivo do almoço é muito bom); Rustico (pizza incrível, a de abobrinha com um ovo de gema mole no meio é sensacional); Okinawa (apesar de estranho, me provaram que abacate no sushi não é tão ruim quanto parece). Eu poderia continuar essa lista para sempre mas deixo vocês descobrirem seus lugares favoritos sozinhos. Explorar é a melhor parte da viagem.

Antes que eu me esqueça, preciso falar sobre o restaurante cujo nome é “O Restaurante” (המסעדה). Os pratos são bem servidos e deliciosos mas, o melhor, é o preço. Os pratos principais custam apenas 30 shkalim, as entradas custam 15, e as sobremesas também. Ele é o melhor restaurante para ir quando você quer comer bem sem gastar muito.

Tel Aviv – Yafo conta com uma vasta variedade de restaurantes para todos os gostos e bolsos e a melhor parte da aventura é encontrar um restaurante para ser o seu lugar especial, que você quer apresentar para todo mundo.

 

Fazendo compras

Sair para comer em Tel Aviv é bem caro (assim como em qualquer lugar) então cozinhar em casa é a solução mais barata que você encontra.

Existem várias franquias de supermercados por aqui, alguns mais parecidos com o “Pão de Açúcar”, o Tiv Taam (טיב טעם) , outros mais com uma cara de “Walmart” (e o preferido da casa), o Rami Levi (רמי לוי). Também tem o Super Cofix, onde tudo custa 5 (sim, 5) shkalim, mas nem sempre vale a pena comprar lá, algumas coisas podem sair mais caro do que em outros lugares. Tudo depende da sua disponibilidade de ir a mercados maiores e pesquisar preços. 20160919_133330

Se você tiver preguiça, provavelmente vai acabar fazendo as compras da semana no AMPM e gastando um pouco mais. Uma vez eu estava com preguiça e comprei uma salada pronta lá por 30 shkalim. Não valeu.

Os produtos encontrados são dos mais variados. Frutas e verduras são relativamente baratas. Os congelados pesam um pouco mais no bolso. Queijos são caros, e no começo foi difícil para a gente diferenciar o pote do queijo cottage do pote de Labneh. Compramos errado muitas vezes.

Se for comprar manteiga no Super Cofix, compre a de barra e não a de pote, juro que ela não derrete. Não compre o queijo que vem no pacote de plástico, é só uma fatia grossa de queijo. Eu comprei algumas vezes o filé de peixe mas, peixe por 5 shkalim não deve ser peixe de verdade. O maior custo-beneficio são os pacotes de amendoim.

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Fazer as compras do mês no Rami Levi (vamos no de Bat Yam) é uma experiência divertida. São corredores e corredores de coisas coloridas e sempre vem aquela vontade de comprar tudo. Você engorda só de olhar o corredor de doces. Chocolate da vaquinha (שוקולד פרה) barato minha gente! Algumas vezes encontramos vinhos por 10 shkalim, não era o melhor vinho do mundo mas quando você está no budget, a qualidade vem em segundo lugar. Melhor lugar para comprar – e estocar – azeite e queijo ralado. Sexta-feira a fila é colossal, mas vale a pena.

Não esqueça de devolver o carrinho, ou você perde os 10 shkalim que colocou nele para usar – sim, esquecemos de devolver uma vez. E deixe o recibo das compras em mãos, ou o senhor da saída não vai deixar você sair de jeito nenhum.

Antes de descobrir esse mercado dos sonhos, costumávamos ir no Super Shuk de Yafo, que fica bem mais perto do que Bat Yam. No começo era muito bom, afinal, eu pagava 32 por 2 potes de Ben & Jerry’s. Era um mercado farto. Era. Suspeitamos que ele está falindo porque tem cada vez mais espaço vazio nas prateleiras. 20160919_133201

Nem todas as moças do caixa do Super Shuk falam inglês, mas se você tiver algum problema, é só chamar o Ilan. Em 5 minutos lá você vai ouvir as moças gritando o nome desse coitado umas 50 vezes.

 

 

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A CASA RECOMENDA

  • A. L – Batatinhas do pacote laranja: “Em excesso podem fazer mal para seu estômago, mas vale cada batatinha”.
  • J. R – Bamba: “A melhor larica da madrugada”.
  • E. B – Tehina: “Combina com qualquer coisa. Do sorvete à salada”.
  • H. G – Hummus do potão: “Café da manhã, almoço e jantar”

 

A CASA NÃO RECOMENDA

  • A. L – Qualquer sopa instantânea: “Juro que tentei, mas não encontrei nenhuma que tenha um gosto decente”.
  • J. R – Pepino: “Não tem gosto de nada, não serve para nada e deveria ser banido”.
  • E. B – Pasta de tâmaras: ” “Humm, panqueca com Nutella!” Não se iluda, é pasta de tâmaras”.
  • H. G – Labneh: “O erro de todos os queijos”.

 

 

 

 

 

E os finais de semana?

Primeiro, eu tive que me acostumar com o fato de que: Quinta é sexta, sexta é sábado, e domingo eu trabalho. Ou seja, enquanto as pessoas assistem “Domingão do Faustão”, eu estou trabalhando – caso não houvesse fuso horário.

O ideal por aqui, é sair na quinta-feira à noite, uma vez que do final do dia de sexta até o começo da noite de sábado os ônibus não circulam por motivos de: Shabat. Sair sexta-feira é sinônimo de andar muito ou gastar 1/3 do valor do seu rim com táxis (que vão tentar tirar cada centavo de turistas).

Não sou a pessoa mais festeira do mundo, então dicas das melhores baladas vão ficar para a próxima vez, mas existem outras coisas para se fazer por aqui.

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Cada pessoa tem suas preferências, mas uma é quase unânime: praia no verão. Sexta-feira sem ônibus? Uma caminhada de 30 minutos e chego na Banana Beach – uma praia de Tel Aviv. Passar o dia/tarde na sombrinha ou no sol, se você quiser dar aquela torrada, é um ótimo plano muitas vezes.

18447730_1347762028605562_1902219298_nEm Yafo, temos o Shuk Hapishpeshim (nosso mercado das pulgas), que durante a semana tem várias lojas de artigos usados, souvenirs e restaurantes pela manhã. Nos finais de semana à noite a figura muda, e o espaço dá lugar a bares descontraídos e lotados. O meu preferido é o Akbar, que tem musicas boas, bom atendimento, e batatinhas fritas com queijo e limão.

 

Recentemente comecei a ir a um evento de “troca de idiomas” chamado FluenTLV, onde eu me inscrevo como embaixadora da minha língua nativa – português – e ajudo pessoas que sabem o básico a praticarem. Na outra parte da noite eu vou praticar meu pobre hebraico. É uma boa opção para o sábado a noite.

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Sair sozinha aqui não é um problema. Se não tiver ninguém para sair com você, só vai. Existem centenas de bares na Rothschild – sou fã do Polly – ou na Allenby, sempre lotados e cheios de pessoas simpáticas. Sair de algum deles sem bater papo com alguém é impossível. Se você, assim como eu, tem um lado meio geek, o Potion Bar é o seu lugar. Bebidas temáticas servidas em recipientes de poções e hidromel esperam os visitantes – além do bom atendimento e a mesa de sinuca.

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Sempre existem eventos diversos acontecendo pela cidade, e só procurar o seu. O melhor lugar para isso é o Secret Tel Aviv, que sempre conta com uma lista atualizada do que está acontecendo na cidade. Você também pode pegar esse cartão deles, que dá direito a descontos e promoções em vários lugares.

 

Por vezes, você pode acabar andando por aí e descobrindo eventos e atividades das quais não tinha conhecimento. Eu, por exemplo, acabei vendo a “Marcha das Vadias” daqui em uma caminhada sem destino.

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Cães e Gatos

No Brasil, vemos milhares de cães e gatos nas ruas, mal tratados e sem rumo. Aqui é um pouco diferente.

Animais de estimação, principalmente cachorros, são amados por todos. É difícil encontrar cães abandonados, já os gatos… estão em todos os lugares. Mesmo assim, eles ainda são bem tratados de certa forma, uma vez que moradores e estabelecimentos deixam ração e comida nas ruas para os felinos.

No lugar onde moro, temos pelo menos os mesmo quatro gatos rondando e, um deles, gosta de cantar de madrugada.380da589-037c-4468-8b0b-a8661a4333eb

Os cachorros estão por todas as partes, e às vezes eu acho que eles são tão felizes que sorriem. Aqui, até ônibus eles podem pegar e ninguém vai reclamar (é mais fácil reclamarem que você está falando alto). Eles podem entrar em qualquer lugar praticamente. Uma vez eu fui a um bar de ambiente fechado, e lá estava um canino.

Tel Aviv é uma das cidades mais ‘dog-friendly’ do mundo e conta com 1 cachorro para cada 17 habitantes. O bairro Florentin conta com o maior número de donos de cachorros do que qualquer outro lugar – são muitos cachorros.

Não é para menos que eles são tratados como reis. Os abrigos não abatem os bichinhos, denuncias de abuso são atendidas prontamente, e os animais abandonados tem até atendimento veterinário. Aqui é definitivamente um bom lugar para ser um cachorro (ou gato).

 

Yom HaZikaron e Yom HaAtzmaut

No início da noite do dia 30 de abril, deu-se início ao Yom Hazikaron. Assim como Yom HaShoah, é um dia de lembrança. Dessa vez, a todos os soldados que morreram nas guerras desde o início da construção de Israel, assim como as vítimas do terrorismo que assola o país.

Às 20h00 do dia 30, uma sirene com duração de 1 minuto ecoou no país, carros e pessoas pararam em lembrança. Todo o comércio também foi encerrado no início da noite. Eu havia ido com meus colegas de classe do Ulpan para a rua e, ao final, fui para casa.

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Foto: Myy Jeraffi

Na manhã seguinte, mais precisamente às 11h00, a sirene soou novamente. Dessa vez eu estava no escritório, e todos fomos para o “quintal” da casa e nos reunimos em silêncio. Em seguida, algumas pessoas leram histórias de pessoas que perderam a vida. Infelizmente, não foram poucos.

No início da noite de 1 de maio começou o dia mais feliz do país: o dia da independência de Israel. É um dia de comemoração e alegria, justamente após um dia de tamanha tristeza. Pode parecer não tem sentido, mas com alguma reflexão, é possível entender. Deixo essa reflexão por conta de cada um.

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Houve uma grande festa, com shows e fogos de artifício (maravilhosos) na Kikar Rabin. A maioria das pessoas na rua eram crianças e adolescente, todos cheios de energia e alegria comemorando os 69 anos de Israel. Bandeiras e adereços com sua imagem eram vistos por toda parte. Na hora da fome rolou aquele hambúrguer vegetariano do Burger King porque eu mereço e o falafel era caro.

Foi de fato uma festa muito animada, e é interessante pensar que o país tem só 69 anos. Em termos de comparação, a cidade de São Paulo tem 463 anos!

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Na manhã seguinte, houve uma “apresentação” com aviões, e fui com meus amigos ver da praia. Foi bem divertido, apesar de algumas vezes parecer que eles só queriam mostrar sua enorme coleção de aviões.